segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Rio Branco Football Club

Hino

"O Hino do Rio Branco FC, verdadeira marcha esportiva, foi escrito pelo poeta Grijalva Antony e musicado por Adolfo Silva e José Trindade", anotou o fundador e primeiro historiador do clube, o falecido delegado Francisco Lima e Silva. Deve-se a ele, portanto, o resgate da história musical estrelada, hoje em disco mandado gravar em 1976 pelo presidente Sebastião Melo de Alencar, juntamente com a belíssima Marchina do Estrelão, letra e música do desembargador Jader Barros Elias, selo da Madrigal, com o cantor Jeffersom Ribeiro e coro, compacto, 33 1/3 RPM, no Rio de Janeiro, 300 discos prensados, ao custo, à época, de Cr$ 11.150,00.
A letra original, durante a gravação, foi mudada e incluída repetição da frase; na primeira estrofe "O Rio Branco é o primeiro / Sangue novo e varonil / O seu time é altaneiro / Nesses longes do Brasil", o cantor, ou quem lhe entregou a letra de Grijalva Antony, trocou "Sangue" por "Clube". No disco, "O seu time é altaneiro" é repetido sem razão de ser.
A Letra original e a letra com alteração

Original
O Rio Branco é o primeiro
Sangue novo e varonil
O seu time é altaneiro
Nesses longes do Brasil
Já tão cheio de vitórias
O Alvi-rubro pavilhão
O Rio Branco entre glórias
Serás sempre o campeão

Alterada
O Rio Branco é o primeiro
Clube forte e varonil
O seu time é altaneiro
Nesses longes do Brasil
Já tão cheio de vitórias
O Alvi-rubro pavilhão
O Rio Branco entre glórias
Serás sempre o campeão


Sede

O Campo do Primeiro Distrito
Em 1919, após a fundação e eleição da primeira diretoria, o Rio Branco recebeu a doação de um terreno por parte do prefeito Dr. Augusto Monteiro, uma área de mata nativa, em Penápolis, no 1° distrito, local onde hoje está situada a Praça Plácido de Castro. Em trinta e seis dias providenciou-se o desmatamento e a feitura do campo de terra batida, onde passou a mandar seus jogos.

Estádio José de Melo
O novo clube, mercê de terras oferecidas pelo fundador e chefe de Polícia, José Francisco de Melo (que dá o nome ao estádio) e sua mulher Isaura Parente de Melo, construiu o Stadium do Rio Branco Football Club, inaugurado a 8 de junho de 1929 pelo governador Hugo Ribeiro Carneiro, erguido através de subscrição pública e apoio oficial. Sua capacidade atual é de cerca de 8 000 espectadores. O recorde de público foi de 5 476 pessoas, no jogo Rio Branco 0 x 3 Corinthians, em 11 de abril de 1995, pela Copa do Brasil.



Foto da inauguração do estádio José de Melo, em 1929. Em destaque a arquibancada dos sócios do Rio Branco. Uma colaboração do jornalista e cronista acreano Francisco Dandão, ao blog do Jornalista Pitter Lucena.



Foto do estádio José de Melo, em 27/12/2007, tirada por Davi Sopchaki.
Foto da antiga Sede Social do Rio Branco FC




História

O Rio Branco Football Club surgiu de uma reunião convocada pelo advogado amazonense Luiz Mestrinho Filho, que viajara até Rio Branco para presidir a um inquérito nos Correios (desvio de verbas), em 8 de junho de 1919, no Eden Cine Theatro (no local do Cine Teatro Recreio), à Rua 17 de Novembro no 2° Distrito da cidade, onde estiveram presentes à reunião 16 pessoas. São elas: Nathanael de Albuquerque, Conrado Fleury, José Francisco de Melo, Mário de Oliveira, Luiz Mestrinho Filho, Alfredo Ferreira Gomes, Manoel Vasconcelos, Francisco Lima e Silva, Pedro de Castro Feitosa, Jayme Plácido de Paiva e Melo, entre outros. Uma curiosidade: nem Luiz Mestrinho nem José de Melo assinaram a primeira ata.
O nome Rio Branco foi sugerido pelo Dr. Luiz Mestrinho, uma homenagem em louvor à cidade e ao Barão do Rio Branco, sugeriu também as cores vermelho e branco - que por todos foi aprovado. O primeiro presidente escolhido nesta reunião foi o Sr. Nathanael de Albuquerque.
Após eleita a primeira diretoria, o clube recebeu a doação de um terreno por parte do prefeito Dr. Augusto Monteiro, uma área de mata nativa, em Penápolis, no 1° distrito, local onde hoje está situada a Praça Plácido de Castro. Em trinta e seis dias providenciou-se o desmatamento e a feitura do campo de terra batida.
O Acre, enfim, possuia seu primeiro clube organizado, com estatutos, regimento interno, campo de futebol, equipes de primeira e segunda categoria, camisas, bola de couro francesa, madrinhas (a primeira foi a senhorinha Berta Cravo Bandeira), hino e projeção sócio-política cultural-esportiva.
A 14 de julho de 1919, o Rio Branco, com o uniforme todo branco e uma grande estrela vermelha no lado do coração, disputava sua primeira partida, vencendo por 5 a 0 o Militar Football Club, integrado por componentes da Polícia Militar do Território do Acre, inaugurando uma freguesia de caderno que exasperaria para sempre o time militar.
Em seu primeiro ano de existência, o Rio Branco jogou em 9 ocasiões e venceu todas as partidas.
Em 18 de julho de 1920, o clube fez sua primeira partida intermunicipal (inter-derpatamental) contra a Seleção de Xapurí, vencendo a mesma pelo placar de 1 a 0. Neste mesmo ano, em 14 de novembro, após 17 vitórias seguidas, o time caí pela primeira vez, sendo derrotado pelo Catuaba Futebol Clube por 3 a 1.
O ano de 1921 seria um dos mais importantes para o futebol acreano, pois era formada a Liga Acreana de Esportes Terrestres (LAET). Três clubes disputariam o primeiro Torneio Initium da Liga: Rio Branco, Acreano Sport Club e Ypiranga Sport Club, com o título ficando com o Rio Branco.
Em 01 de agosto de 1921 teve inicio o campeonato acreano realizado pela LAET. O Rio Branco sobrou na competição e levou o título de forma invicta, jogou e venceu os seus dois adversários. No primeiro turno venceu o Acreano por 4 a 0, e o Ypiranga por 8 a 0. O returno repetiu os resultados: 4 x 0 no Acreano e 8 a 0 no Ypiranga. O time que formou no último jogo do segundo turno, em 4 de setembro, contra o Ypiranga foi Alfredo; Zé Bezerra e Olavo; Nobre, Bandeira e Joca; Fortenelle, Gaston, Mello, Jacob e Carlos.
Nos anos que se seguiram, o Estrelão (como é conhecido o Rio Branco), faturou mais 13 títulos, até a formação da Federação Acreana de Desportos.
Nas décadas de 30 e 40, o Rio Branco reinava absoluto no futebol do Acre, conquistando nada menos do que 13 títulos estaduais consecutivos, entre 1935 e 1947, sendo doze deles organizados pela LAET e o primeiro campeonato organizado pela Federação de Futebol do Estado do Acre (FFEAC) (criada em 24 de janeiro de 1947). Na anos 50, o clube faturou mais cinco títulos estaduais.
Entre 1964 e 1970, o Rio Branco amargou seu maior um jejum de títulos. A torcida teve que esperar até 1971 para comemorar outro campeonato.
A consolidação na Região Norte do Brasil
O ano de 1997 ficou marcado como o ano da principal conquista da história do clube: a Copa Norte. O Rio Branco empatou com o Ji-Paraná (RO) (0x0) passou por Baré (RR) (1x0), Independência (1x0) e goleou o Nacional (AM) (4x1), garantindo o primeiro lugar em seu grupo e, conseqüentemente, a vaga para a final.
O adversário da decisão foi o Clube do Remo. No primeiro jogo, no José de Melo, um empate sem gols. Na decisão em Belém, o Rio Branco não tomou conhecimento do time mandante e venceu o Remo em pleno Estádio Baenão pelo placar de 2 a 1, com gols de Palmiro e Vinícius. A conquista permitiu que o Rio Branco fosse a primeira equipe do Acre a disputar uma competição sul-americana: a Copa Conmebol.
Entre 2002 e 2005, o Rio Branco sagrou-se tetracampeão estadual, o primeiro e único desde a profissionalização do futebol do estado. Em 2007, conquistou o Campeonato Acreano com uma campanha impecável, vencendo os dois turnos do campeonato de forma invicta.
Seu maior rival no estado do Acre é o Atlético Clube Juventus; na Região Norte é o Paysandu Sport Club, de Belém/PA.
O Memorial do Estrelão
Fazendo parte das comemorações dos 90 anos, o Estrelão inaugurou, em 30 de junho de 2009, o Memorial Rio Branco Football Club: "Sala Sebastião Melo de Alencar". Espaço dedicado às grandes conquistas e conta a trajetória de glórias do clube.
O idealizador da obra da criação do memorial foi o ex-presidente [1985-1986], o professor de administração José Macedo. Os primeiros passos para a construção do memorial veio no ano de 2006, mas o projeto acabou não sendo aprovado na Lei Estadual de Incentivo ao Esporte. Um ano depois, ex-presidente persistiu com a ideia, mas o projeto outra vez acabou rejeitado. Numa terceira tentativa, o projeto caiu nas graças da comissão de aprovação da Lei e, a partir daí, o professor José Macedo caiu em campo, buscando apoio de diversas pessoas e entidades para resgatar a história do clube.

Primeiros Jogos

O primeiro jogo
Em 14 de julho de 1919, o Rio Branco, com o uniforme todo branco e uma grande estrela vermelha no lado do coração, vencia e demolia por 5 a 0 o Militar Football Club, integrado por componentes da Polícia Militar do Território do Acre, inaugurando uma freguesia de caderno que exasperaria para sempre o time militar. Esta foi a primeira partida de que se tem notícia do "Estrelão".

Todos os jogos do ano de 1919
14/07 - Rio Branco 5 x 0 Militar
20/07 - Rio Branco 4 x 0 Militar
06/08 - Rio Branco 2 x 1 Militar
06/09 - Rio Branco 11 x 1 Team Negra
21/09 - Rio Branco 1 x 0 Ypiranga
28/09 - Rio Branco 3 x 0 Acreano
15/11 - Rio Branco 2 x 0 Combinado Acreano-Ypiranga
14/12 - Rio Branco 2 x 1 Ypiranga
28/12 - Rio Branco 5 x 0 Ypiranga
A primeira derrota e primeiro jogo inter-municipal
Depois de 17 vitórias seguidas em seus 17 jogos realizados até então, o Estrelão conhecia sua primeira derrota. Ela viria no último jogo do ano de 1920: Rio Branco 1 x 3 Catuaba F.C.. Ainda no transcorrer de 1920, o clube da Estrela viria a fazer sua primeira partida inter-municipal ou Inter-departamental, ela seria contra a seleção de Xapurí.

Todos os jogos do ano de 1920
30/05 - Rio Branco 4 x 2 Acreano S.C.
06/06 - Rio Branco 3 x 1 Ypiranga S.C.
27/06 - Rio Branco 2 x 1 Acreano S.C.
18/07 - Rio Branco 1 x 0 Seleção Xapuriense
22/08 - Rio Branco 5 x 0 Catuaba F.C.
12/09 - Rio Branco 3 x 0 Acreano S.C.
05/10 - Rio Branco 2 x 0 Ypiranga S.C.
12/10 - Rio Branco 1 x 0 Brasil E.A.
14/11 - Rio Branco 1 x 3 Catuaba F.C.


Torcedor





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